quinta-feira, 21 de julho de 2011

AS MARIAS DE NOSSAS VIDAS


Interessante o número de mulheres que passam por nossas vidas com nome Maria. A presença delas está em todos os lugares, nas ruas, no trabalho, em nossa casa. Eu, por exemplo, convivo diariamente com elas. Começa no elevador do trabalho, brinco com Maria das Graças. No caminho do elevador até a porta de minha sala, converso com Maria das Dores e mais adiante com Maria das Cruzes. Antes de chegar à minha sala, tomo um cafezinho com Maria de Jesus, que foi feito por Maria, a copeira. Já em minha sala, o telefone toca, é Maria do Socorro perguntando o que vai fazer para o almoço. Desligo o telefone e lembro que tenho que falar com Maria José, amiga de trabalho, para resolver algumas pendências. Logo depois, Maria de Lourdes liga para dar um oi. Nesse momento chega Maria Amália e me cumprimenta, desejando um bom dia, quando lembro que tenho que ligar para uma Maria muito especial, minha mãe, que não é filha de Maria, mas casou com Mário, filho de Maria Luiza, que é minha avó, mas quem atende ao telefone é Maria Vitória, minha sobrinha, que recebeu esse nome em homenagem às duas avós.
 Ufa! Encerra o expediente e sigo encontrando Maria Geralda, que me pede carona e Maria de Fátima no elevador. Mais tarde, em casa, meu marido: “- Falou com mamãe?” - Maria da Conceição. E termino o dia no MSN, com Ana Maria. E o meu nome é Eunice, mas muitos pensam que é Maria Eunice!

As Marias estão presentes também nas lutas sociais e por justiça, como Maria da Penha, que foi prisioneira de seu marido, sofrendo violências, quando ficou paraplégica. Hoje a lei que protege as mulheres da violência doméstica leva seu nome. Elas estão igualmente presentes nas mulheres que sofrem e choram caladas por seus filhos, que por muitas das vezes estão perdidos na violência, quando não são vítimas, assim como chorou Maria, mãe de Jesus.

É nítido o costume que a sociedade tem de utilizar o nome Maria para representar a mulher em geral - ou seja, somos “Marias”.

Sim! Somos Marias! Somos donas de casa, mães, professoras, médicas, engenheiras, advogadas, pedreiras, motoristas, etc. Somos Mulheres! Somos Fortes! Somos Guerreiras!

                                                         Nice Bacchini

Adaptação da crônica "As Marias de minha vida" para publicação no Jornal Regional de Notícias/ Laranjeiras/PR .

sábado, 16 de julho de 2011

RETORNANDO


Depois de um período de férias na cidade do Rio de Janeiro, quando curti muito toda minha família, estou retornando as minhas atividades.



Foi um período de muito frio e chuva, mas nos dois últimos dias de férias o sol apareceu. Só assim consegui curtir a praia de Grumari, que tanto gosto!


                                                                    
Despedi-me da Cidade Maravilhosa com este lindo por do sol!

Já sinto saudades
 
As fotografias são de minha autoria.











quinta-feira, 30 de junho de 2011

OBRIGADA!!!!!!!!!!


Uma mulher com jeito de menina,
doce, forte e muito feminina.
Veio através de outros amigos,
para cá com sua presença carinhosa,
meu dia alegrar!

Dela ganhei um lindo e dourado selinho,
como agradecimento simples e pequenino,
faço esses versinhos para ti,
com muito carinho.

Obrigada por tudo pessoa querida,
que Deus te cubra de bênçãos,
em todos momentos de sua vida.

De sua Kunti/Elza Ghetti Zerbatto


 Da Kunt/Elza, do blog jardim das poesias infatis/ magia dos versos  ganhei esse lindo poema. 
A ela  venho agradecer esse gesto de carinho e amizade. ..Muito obrigada..... obrigada por essa magia,..Beijossss



terça-feira, 14 de junho de 2011

HOMENAGEANDO FERNANDO PESSOA



Fernando Antônio Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa, nasceu em 13 de junho de 1888, em Lisboa. Ele foi poeta, escritor, empresário, editor, crítico, jornalista, ativista. Morou na África dos seis anos aos 17 anos, aprendendo assim a língua inglesa. Por isso das quatro obras por ele publicadas, três foram em Inglês.


No decorrer de sua trajetória como poeta, Fernando Pessoa usou vários heterônimos para escrever suas obras, podemos destacar:


Alvaro Campos, o mais conhecido do poeta. Foi o único a apresentar três fases em sua escrita. Começa um decadentista , influenciado pelo simbolismo, mas logo adere ao futurismo. Após uma série de desilusões com a existência, assume o negativismo. Um dos poemas mais conhecidos e influentes da língua portuguesa. Um dos poemas mais conhecidos e influentes da língua portuguesa, Tabacaria.


TABACARIA

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo...
.....Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu. E a história não marcará, quem sabe? Nem um.
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim...
...O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu..
...Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz....



Ricardo Reis , discípulo de Caeiro, com indolê pagã, influenciado pelo mundo grego antigo. Foi um poeta clássico e defendeu a idéia de viver a vida cada instante que passa, mas com disciplinada. Era Português, mais veio para o Brasil exilado.

    INGLÓRIA

                   Inglória é a vida, e inglório o conhecê-la.
                   Quantos, se pensam, não se reconhecem
                   Os que se conheceram!
                   A cada hora se muda não só a hora
                  Mas o que se crê nela, e a vida passa
                   Entre viver e ser.


Alberto Caeiro , em seus poemas podemos perceber o seu interesse pela natureza, com linguagem simples e familiar.  

 Ah! Querem Uma luz Melhor que a do Sol
 
Ah! Querem uma luz melhor que a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol que o Sol,
O que quero é prados mais prados que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores que estas flores -
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!
Sim, choro às vezes o corpo perfeito que não existe.
Mas o corpo perfeito é o corpo mais corpo que pode haver.
E o resto são os sonhos dos homens,
A miopia de quem vê pouco,
E o desejo de estar sentado de quem não sabe estar de pé.
Todo o cristianismo é um sonho de cadeiras.
E como a alma é aquilo que não aparece,
A alma mais perfeita é aquela que não aparece nunca —
A alma que está feita com o corpo
O absoluto corpo das coisas,
A existência absolutamente real sem sombras nem erros,
A coincidência exata e inteira de uma coisa consigo mesma


Fernando Pessoa morreu no dia 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, de cirrose hepática, em sua cidade Natal. Com pouco tempo que viveu ele deixou uma vasta obra literária. Bom para todos nós que podemos apreciar os seus mais belos poemas....

            Pedras no Caminho
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…


Referências biliográficas: Wikipédia....