quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Bolsa-Cartola

 Costumamos ouvir que bolsa de mulher é igual a cartola de mágico, tendo em vista a enorme variedade de coisas que saem de lá. Sim, em parte podemos comparar a bolsa feminina com a cartola que os mágicos usam em seus shows. Mas tenho a leve impressão de que a cartola é mais organizada que nossas bolsas, principalmente aquela que utilizamos no dia a dia.  A prova disso é que o mágico não precisa retirar todos os objetos da cartola para achar o seu coelho!

 Recentemente passei por essa situação de ficar tirando tudo de dentro da bolsa quando procurava uma aspirina para um colega de trabalho. Interessante foi a expressão de divertimento em seu rosto, observando o meu movimento.

 Poucas são as mulheres que conseguem manter suas bolsas arrumadas.  A correria durante o dia, a quantidade de coisas que carregamos, e que realmente acreditamos que vamos precisar, não permite que consigamos esse feito. É impossível!    

No mercado existe um utilitário, denominado organizador de bolsa.  Ele tem a função de mantê-la organizada, assim como facilitar a sua troca, uma vez que nós mulheres gostamos de variar de bolsa, assim como de sapatos. Uma ideia até interessante, mas que para mim não serviu. Falhei feio no quesito organização - já no quesito “troca de bolsa” fui bem, remanejei com rapidez a  bagunça para outra bolsa!

No item quantidade, a bolsa feminina supera em muito a cartola do mágico, diante da quantidade de apetrechos que carregamos nela. No entanto, se a cartola pertencer a uma mulher, aí empatamos. Podemos citar  como exemplo a bolsa da Hermione,  no filme Harry Potter.  Aliás, é um sonho impossível de consumo de qualquer mulher mortal. Uma bolsa cheia com objetos pessoais como pente, kit maquiagem,  kit remédio, kit higiene,  protetor solar, celular, carteira, chaves, óculos, lenços, band-aid - esse último não pode faltar de jeito nenhum,  principalmente quando vamos estrear um sapato novo . Com creme de mão, pinça, alicate de unha e mini-prancha de cabelo, temos um salão de beleza completo. E precisamos mesmo, para os casos de emergência, já que nosso cabelo não é revestido de teflon e, permeáveis que são, a chuva faz o estrago sem a menor cerimônia. E nessa bolsa cabe tudo mesmo, sem qualquer  volume! Pequena! Quem dera...

Enquanto essa  bolsa mágica não  aparece no mercado, vamos  nos contentando  com a nossa bolsa  comum  e suas auxiliares:  as sacolas extras que carregamos. Impressionante! É raro uma mulher chegar ao seu trabalho carregando apenas sua bolsa diária. Tem sempre uns penduricalhos a mais. Por outro lado, os homens chegam ao trabalho sempre com as mãos  livres, com a carteira e o celular no bolso.

Pensando no coelho e no lenço do mágico, nossa bolsa parece sim com a cartola. Ela sempre tem um lenço colorido e, do coelho... bom, procurando com jeitinho, aqui se encontra de tudo - até um pé-de-coelho, em forma de amuleto da sorte!
                                 
         
Nice Bacchini


Crônica foi  publicada no Jornal Regional de Notícias, Laranjeiras do Sul/ PR.



domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz 2012


2011 foi um ano tranquilo.Reencontrei velhos amigos. Fiz novos amigos. Tomei várias decisões. Tive algumas surpresas desagradáveis, outras agradáveis. Amei muito. Dei grandes gargalhadas. Chorei pouco.

Para 2012 não pretendo fazer planos, nem promessas. Apenas desejo que todas as ambições do mundo sejam direcionadas à criação de um futuro melhor. Desejo um mundo consciente,  com uma sociedade  acreditando que pode fazer a diferença, unindo as suas forças para salvar o planeta,  principalmente nas questões  ambientais e sociais. 

E para você desejo....

" Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
 Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial


E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
 Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade


Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
 Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
 Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação


Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça 
Uma festa
Um violão
Uma seresta
 Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
 Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém


Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu."
Carlos Drumond de Andrade

Feliz 2012
Nice Bacchini


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

FOGO E CHAMA

                                    
Encontrei essa semana uma poesia, que foi idealizada e realizada em 1983 por dois jovens apaixonados,  perdida em documentos guardados há um tempo.

 Fogo e Chama   
                                             

                                   

O calor do sol
aparece e força cresce, insiste.
Ao ser transa, absorve
toda a sorte de luz que existe...
Um vento morno que acompanha este ser
compõe um clima de vida...
Sem noite dos olhos, sem morrer
a luz natural que intriga.
É fogo, quente, sentimento
um tanto louco, gente, sempre em pensamento....
O fogo, cresce e ilumina o espaço
revela a chama
de lábios quentes e braços andantes
torturantes e loucos...
Loucuras ao sol do instante
emoção no espaço
e seres identificados
se integram em interação estelar
de calor se fazem
e superam em luz e força o sol,
transtornam um pouco traste, um pouco lama
na pureza de um arrebol.
Em mente, a certeza dos seres num só:
acima do pouco traste, do pouco lama
está o FOGO, está a CHAMA
Paulo Jorge Bacchini

Idealização: Nice Bacchini
Realização: Paulo Jorge Bacchini