sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SE A SAUDADE TIVESSE COR

Com muita saudade no coração resolvi reler e postar aqui no meu blog um texto que foi dedicado a minha irmã, Edna, que “partiu” ano passado deixando em nossos corações, da família, dos amigos, muitas saudades. Vanessa Oliveira, uma amiga virtual, encantadora e sensível que tive o prazer de conhecer, fez este texto para mim, tentando amenizar um pouco a minha dor, talvez a sua também, já que se encontra na mesma situação que eu: a perda de um irmão.

Para você! Querida Vanessa! Posso dizer que “o valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". (Fernando Pessoa)

 

Se a saudade tivesse uma cor, que cor seria essa?

Poderia ser preta, pois às vezes a “coisa” aperta e nos faz chorar; ou ainda, branca, que transmite aquela paz gostosa. E que tal cor de rosa? Assim, representaria uma saudade acompanhada de amor.

E se a saudade possuísse um cheiro, que cheiro seria esse?
Poderia ser o perfume de uma pessoa querida, assim como cheirinho de café pela manhã, bem como cheiro de terra molhada, não sei... Muitos e muitos cheiros, poderiam despertar em nós uma saudade sem medida.

Saudade dói, e por algumas vezes, dói demais. Dói mais ainda quando nos deparamos com a triste realidade de que jamais encontraremos novamente quem nos provoca tamanho sentimento. É nessas horas que, gostaríamos de ter o poder de voltar no tempo e falar tudo que não conseguimos, dizer aquele “Eu te amo” mais especial, dar aquele abraço bem apertado, assim como aquele beijo bem carinhoso. Infelizmente, a vida não nos dá essa oportunidade de voltar e fazer diferente, então vamos convivendo com essa dor provocada pela presença da ausência física. O coração e a alma sentem e colocam essa dor para fora, em forma de lágrimas incontidas.

Há dias em que essa saudade se faz tão presente que, precisamos reunir forças para seguir em frente, afinal de contas, aqui têm pessoas que dependem de nosso carinho e nos amam, e claro, se desistíssemos, provocaríamos nelas, uma dor tão grande quanto a que sentimos.

Você partiu tão precocemente, quando tudo parecia tão bem... Mas, a vida gosta mesmo de pregar peças na gente. Deus te chamou para brilhar aí no andar de cima e daqui de baixo, só posso pedir a ele que te tenha sempre nos braços e que conforte os corações que ainda choram por ti.

Se fosse possível renomear a palavra saudade, sem sombra de dúvidas, o melhor nome seria o seu, uma pessoa incrível e rara, pela qual sempre terei um amor que transpassará qualquer barreira do desconhecido, porque SAUDADE é amor que fica, mas com certeza também, é a dor que nunca parte.

Vanessa Oliveira
07/03/2011

                                          
                                             NOSSA ÚLTIMA FOTO JUNTAS

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FELIZ ANIVERSÁRIO

Deixo aqui a minha homenagem ao meu pai que completaria 92 anos hoje se estivesse vivo.

Pai

Em minha memória ficaram as lembranças dos bons momentos vividos ao seu lado.
Em minha vida ficaram os seus ensinamentos. Você me ensinou:

Acreditar nas pessoas.
Fazer novos amigos.
além de tudo cultivar as velhas amizades.
Nunca desistir dos meus sonhos.
Nunca deixar de ser feliz.
Ser eternamente apaixonada pela vida.
Sentir muito amor por mim.
Amar a família.
Amar as pessoas.
Jamais perder a esperança.
Jamais duvidar da minha capacidade.
Respeitar os mais velhos.
Gostar de ler.
Comer muito doces.
Ter bom humor.
Ter sempre um sorriso nos lábios.
Ter sempre uma opinião.
Não deixar mágoas no coração, perdoando sempre.
E o mais importante, acreditar em DEUS!

Obrigada meu PAI!

Saudades Eternas!!! PARABÉNS!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

AS MARIAS DE NOSSAS VIDAS


Interessante o número de mulheres que passam por nossas vidas com nome Maria. A presença delas está em todos os lugares, nas ruas, no trabalho, em nossa casa. Eu, por exemplo, convivo diariamente com elas. Começa no elevador do trabalho, brinco com Maria das Graças. No caminho do elevador até a porta de minha sala, converso com Maria das Dores e mais adiante com Maria das Cruzes. Antes de chegar à minha sala, tomo um cafezinho com Maria de Jesus, que foi feito por Maria, a copeira. Já em minha sala, o telefone toca, é Maria do Socorro perguntando o que vai fazer para o almoço. Desligo o telefone e lembro que tenho que falar com Maria José, amiga de trabalho, para resolver algumas pendências. Logo depois, Maria de Lourdes liga para dar um oi. Nesse momento chega Maria Amália e me cumprimenta, desejando um bom dia, quando lembro que tenho que ligar para uma Maria muito especial, minha mãe, que não é filha de Maria, mas casou com Mário, filho de Maria Luiza, que é minha avó, mas quem atende ao telefone é Maria Vitória, minha sobrinha, que recebeu esse nome em homenagem às duas avós.
 Ufa! Encerra o expediente e sigo encontrando Maria Geralda, que me pede carona e Maria de Fátima no elevador. Mais tarde, em casa, meu marido: “- Falou com mamãe?” - Maria da Conceição. E termino o dia no MSN, com Ana Maria. E o meu nome é Eunice, mas muitos pensam que é Maria Eunice!

As Marias estão presentes também nas lutas sociais e por justiça, como Maria da Penha, que foi prisioneira de seu marido, sofrendo violências, quando ficou paraplégica. Hoje a lei que protege as mulheres da violência doméstica leva seu nome. Elas estão igualmente presentes nas mulheres que sofrem e choram caladas por seus filhos, que por muitas das vezes estão perdidos na violência, quando não são vítimas, assim como chorou Maria, mãe de Jesus.

É nítido o costume que a sociedade tem de utilizar o nome Maria para representar a mulher em geral - ou seja, somos “Marias”.

Sim! Somos Marias! Somos donas de casa, mães, professoras, médicas, engenheiras, advogadas, pedreiras, motoristas, etc. Somos Mulheres! Somos Fortes! Somos Guerreiras!

                                                         Nice Bacchini

Adaptação da crônica "As Marias de minha vida" para publicação no Jornal Regional de Notícias/ Laranjeiras/PR .

sábado, 16 de julho de 2011

RETORNANDO


Depois de um período de férias na cidade do Rio de Janeiro, quando curti muito toda minha família, estou retornando as minhas atividades.



Foi um período de muito frio e chuva, mas nos dois últimos dias de férias o sol apareceu. Só assim consegui curtir a praia de Grumari, que tanto gosto!


                                                                    
Despedi-me da Cidade Maravilhosa com este lindo por do sol!

Já sinto saudades
 
As fotografias são de minha autoria.